O abismo criativo entre os seres humanos e a IA

A IA pode tornar o trabalho mais eficiente, mas será que ela pode mexer com as nossas emoções?

Seria interessante que o ChatGPT pudesse gerar uma piada engraçada o suficiente para nos fazer rir.  

Até hoje, a inteligência artificial não conseguiu entregar uma grande obra de arte, filme ou série de TV de sucesso ou campanhas publicitárias memoráveis. 

Isso nos faz questionar: será que a IA já produziu algo realmente valioso, além da promessa de um futuro mais produtivo?

Com as máquinas começando a exercer gradualmente sua influência mecânica nas artes, aqui estão três pontos que sugerem que nós, humanos, continuaremos no controle criativo.

EMOÇÕES

A inteligência artificial nunca foi capaz de fazer rir. Da mesma forma, também nunca fez chorar. Isso acontece porque, para expressar emoções, é necessário entendê-las.

O que é engraçado ou não é algo que só os humanos realmente compreendem. A comédia é uma combinação delicada e complexa de sagacidade, timing e normas culturais, que apela para o que é conhecido e então subverte a expectativa.

Quando se trata de música, a inteligência artificial pode criar playlists com seus algoritmos, mas não consegue explicar por que uma determinada canção mexe tanto com as nossas emoções.

A sugestão de músicas pode ser útil como ponto de partida, mas decidir qual usar em um anúncio, filme, trailer ou programa de TV para evocar uma emoção específica continua sendo um trabalho para criativos humanos.

O “conteúdo” vai além dos pixels e bytes que o compõem. Ele tem a ver com o significado por trás do trabalho, com a capacidade de mexer com as emoções das pessoas e provocar reações ou ações. A IA carece da profundidade emocional e depende da criatividade e do significado que só os humanos podem proporcionar.

MENTORIA

Descobrir no que somos bons leva tempo. Normalmente, envolve tentativa e erro e requer orientação de pessoas mais experientes. Editores assistentes, por exemplo, analisam centenas de horas de filmagem para montar uma cena e identificar as melhores tomadas.

Tudo isso fortalece nosso músculo mental para que possamos ser cada vez mais criativos.

A IA pode processar dados e gerar resultados rapidamente, mas não pode ensinar o que é bom gosto. Como ferramenta produtiva ela pode ser excelente, fornecer sugestões e pontos de partida, permitindo que os criativos explorem diferentes direções. 

Nenhum algoritmo pode replicar o sentimento de ouvir uma música que sua mãe colocou durante uma viagem, é um abismo criativo que separa o homem da máquina.

Mexer com sentimentos, seja emocional ou comercialmente, sempre exigirá um toque humano. Compreender emoções e articular o porquê por trás de uma história confere valor artístico a qualquer projeto criativo.

A IA certamente mudará a forma como trabalhamos, tornando nossos processos e fluxos de trabalho mais eficientes e fornecendo ideias baseadas em vastos conjuntos de dados. Mas precisamos decidir o que fazer com essas ideias e como transformá-las em algo verdadeiramente significativo e impactante.

A inteligência artificial nos dá apenas um ponto de partida. Todo o resto cabe a nós, humanos, decidir.

Fonte: fastcompany

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